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Estudos científicos
Por Dr. David N. Phalen
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| Palestra dada para a World Budgerigar Organisation, Gran Nacional, Las Vegas, Nevada, em Outubro de 2005 |
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| Estudo dos níveis tóxicos de cálcio e vitamina D3 na alimentação dos Periquitos. |
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Um problema moderadamente comum visto nos Periquitos e noutras espécies de aves, é o deposito de cálcio
nos rins, mais conhecido por pedras nos rins, resultando na falha dos mesmos. A causa desta doença foi
diagnosticada com sendo causada por excesso de cálcio ou vitamina D3 na sua alimentação. Para determinar a
causa desta doença, foram administradas dietas contendo várias concentrações de cálcio e vitamina D3 a vários
grupos de Periquitos. Os resultados deste estudo mostrou que os Periquitos necessitam menos cálcio na sua
dieta (0.3%) do que a maioria das outras espécies para o crescimento e postura dos ovos. Quando a concentração
de cálcio nas dietas alcançou os 0.7% verificou-se a ocorrência de depósito de cálcio nos rins nas crias e
nos adultos. Quando os níveis de concentração de cálcio atingiram os 1.5%, ocorreu morte nas crias e nos
adultos. As dietas de sementes contêm menos de 0.3% de cálcio, resultando em ossos fracos nas fêmeas e
problemas nas posturas. Concentrações de Vitamina D3 entre 500 to 3,300 unidades internacionais por quilo
de dieta não causaram depósito de cálcio nos rins enquanto a dieta não continha mais do que 0.3% de cálcio.
Esta pesquisa é importante porque mostra que os Periquitos podem apenas tolerar uma escala estreita de cálcio
na sua dieta. A concentração de cálcio nas sementes é insuficiente mas as concentrações de cálcio encontradas
na maioria das dietas são muito elevadas e poderão ser tóxicas. No entanto é necessário dar suplementos de
cálcio na alimentação. Esta pesquisa mostrou também que os Periquitos podem tolerar concentrações elevadas
de vitamina D3 na sua dieta sem lhes causar problemas.
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| Progresso no estudo do Macrorhabdus ornithogaster, vulgarmente conhecido por Megabacteria |
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O trabalho na Universidade do Texas A&M mostrou que o organismo vulgarmente conhecido por Megabacteria,
não é uma bactéria, mas sim um fungo. O nome oficial deste fungo é Macrorhabdus ornithogaster (MO).
O MO normalmente infecta os Periquitos e cresce numa zona do estômago. As infecções são muito comuns
nas aves no ninho e curam-se por sí próprias na maioria dos casos. A maioria das infecções não resulta
em doença. No entanto, algumas aves entre os 2 e os 4 anos têm perca de apetite e consequentemente perca
de peso e morrem. A pesquisa para o tratamento deste organismo foi complicado porque não se desenvolve
no exterior da ave. Recentemente, investigadores da Universidade do Texas A&M cultivaram o MO. A chave
para o seu desenvolvimento reside no facto que ele se pode desenvolver numa muito apertada amplitude do
pH, o que requer um ambiente com um reduzido nível de oxigénio. Estudos de tratamento em aves mostraram
que um tratamento efectivo consiste em administrar duas doses diárias pelo bico de um remédio conhecido
por Amphotericin B, durante um mês. O Amphotericin dissolvido na água não resulta se as aves já estiverem
doentes à uma semana. Se este produto pode ser usado em Periquitos com diferentes estirpes de MO ou se
pode ser usado por um longo período de tempo, tais factos não são conhecidos. Testes feitos em organismos
de cultura sugerem que produtos com baixo teor tóxico anti fúngico como o benzeno de sódio (concentração
entre 0.5 e 25 mg/ml) pode ser útil no tratamento do MO nos Periquitos. Note-se que a baixa toxicidade
nos químicos anti fúngicos não foram usados nos Periquitos e a segurança desses químicos nestes pássaros
não é conhecida. O tratamento de qualquer ave com estes químicos não é recomendado até que novas pesquisas
sejam realizadas.
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| Nota final |
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Este artigo do Dr. David N. Phalen foi pedido pela World Budgerigar Organisation (www.world-budgerigar.org),
para encorajar a partilha de informação pesquisada e cedida à WBO com a permissão da Budgerigar Association
of America. A sua publicação nesta página foi autorizada por Ghalib Al-Nasser, secretário da WBO.
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| Autor: Dr. Rob Marshall, Sydney, Austrália |
Tradução: José Paulo Correia |
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