Arlequim Dinamarquês Violeta
Arlequim Dinamarquês Azul Cobalto
|
|
O factor Arlequim Dinamarquês caracteriza-se por manchas em amarelo ou branco
dispersas por todo o corpo, sendo essas manchas completamente puras, não havendo
nelas qualquer diferença no tom do amarelo ou branco independentemente do tom do
verde ou azul da ave.
Este factor transmite-se de forma recessiva, sendo considerada uma variedade rara.
Para se tentar aumentar o seu tamanho e apurar a sua forma não se devem acasalar
estes arlequins entre sí, mas tentando o cruzamento com outras aves mais apuradas.
A grande vantagem desta variedade é que se conseguem identificar a quase totalidade
dos portadores desta variedade, uma vez que possuem algumas penas amarelas ou brancas
nas aves normais.
Ao contrário dos Arlequins australianos, a parte superior do corpo é predominantemente
amarela ou branca, enquanto que na parte inferior predomina o verde ou azul. Por vezes
a fronte não é totalmente amarela ou branca, prologando-se as riscas até à cera, mesmo
quando as aves já são adultas, tal como acontece nos face preta, embora tal não seja
permitido nos concursos. Para que estas aves possam ser apresentadas em concursos, as
partes pretas nas asas destas aves devem preencher apenas entre 10 a 20% das mesmas.
Os spots quando existem, devem ser, no máximo três em cada parte da máscara, nos mesmos
locais das aves normais. A cera é cor de rosa nos machos e castanha nas fêmeas, as
patas são cor de rosa, o bico cor de laranja e os olhos e a íris são escuros. As manchas
das faces são violetas, brancas prateadas ou uma mistura das duas cores. As rémiges e as
penas grandes da cauda são brancas nos pássaros azuis e amarelo mais claro do que a cor
do corpo, nos verdes. As fêmeas têm tendência a ter mais manchas escuras nas asas do que
os machos, chegando a haver fêmeas com as asas semelhantes às dos Periquitos normais.
Por vezes é difícil distinguir um Arlequim Dinamarquês de um Arlequim Australiano porque
podem aparecer arlequins com poucas marcas escuras no corpo. No entanto, o facto da íris
dos olhos ser escura nas aves adultas, é a forma mais segura de distinguir esta variedade
das outras arlequim, já que nas outras formas de arlequim a íris é branca nas aves adultas.
Nos machos adultos a cera é rosa e nos outros arlequins, azul.
O cruzamento de Periquitos desta variedade com variedades Arlequim rémiges claras permite
o aparecimento de Periquitos totalmente amarelos ou brancos, sem qualquer vestígio de
marcas características de todas as variedades incluindo Lutinos e Albinos. Os olhos destas
aves são pretos, como em todas as variedades de arlequins.
Os primeiros Arlequim Dinamarquês surgiram na Dinamarca em 1932.
|